Não me arrependo, mas me dói.
Senti a vida me acarinhar
E me puxar o tapete.
Senti o sopro gelado no rosto
E meus lábios secos sangraram.
Mais uma vez foi tudo por água abaixo
Mais uma vez o amor me passou para trás.
Me deixou só.Controlaria.
Não me arrependo, mas me dói.
Senti a vida me acarinhar
E me puxar o tapete.
Senti o sopro gelado no rosto
E meus lábios secos sangraram.
Mais uma vez foi tudo por água abaixo
Mais uma vez o amor me passou para trás.
Me deixou só.Controlaria.
eu não te contei sobre minhas inseguranças e nem te expliquei o porquê delas
e nem te disse sobre a minha fome de mundo e que eu acabo devorando tudo que me toca.
aqui existe tanta sensibilidade e nem eu consigo lidar com o quê que me aperta e me faz sentir tudo além do tempo. eu já espero sua partida antes mesmo de tu conhecer aqui, porque eu sou um ser em constantes mudanças e elas afetam tudo, inclusive eu
eu sou o resultado de todas as memórias ocas que existem em mim, de quem me tocou sem cuidado e me fez ter medo de construir novas memórias
mas acima de tudo, eu sei que sou boa. sei que meu coração é resiliente e sei que na maioria das vezes eu só quero trocar de pele e existir em outro universo onde tudo seja mais leve e eu não seja mais essa pessoa com tantas marcas cravadas por dentro
eu to aprendendo que o perdão existe, e ele é bonito demais quando é o próprio, quando aprendemos nos olhar por dentro e tentar não sentir culpa de sermos como somos, a minha intensidade me devora mas ela me ensina sobre mim, eu sou inteira minha mesmo que muitas vezes esteja em pedaços.
eu só preciso me reconstruir agora, sozinha.
“Eu sei que alguma coisa minha em você ficou guardada.”— Frejat.